
Três amigos me motivam a escrever hoje aqui. É um fato parecido ocorrido com os 3 e que, em cada caso, tomou uma direção diferente. Isso me fez pensar muito e aproveitar já que o fim de ano é todo aquele momento oportuno para reflexão. São eles: R1, B e R2, amigos queridos e corajosos! Vc vai entender porque! R1, a 1 semana, na comemoração de seu aniversário numa boate na Gávea, fazendo a Renata/Heleninha, ou seja, completamente bêbado ligou para família (que moram em outra cidade) e contou que é gay aos prantos, chorando copiosamente, rs. A reação do irmão foi soltar um
"irmão eu já sabia" (hehehehe) e a dos pais foi tentar entender e questionar, no outro dia, o porque disso e espiritualizar a situação crendo que o filho será liberto-curado sem demora (então tá neh, rsrsrs). B, motivado pela atitude de R1, planejou minuciosamente contar para seu irmão que também é do babado e fez isso ontem! Bebeu, ficou naquele estado de não conseguir fazer o 4 direiro, e abriu o verbo pro maninho que estava com ele na festa, rodeado das amigues de B que fazem a linha bofe na cidade do interior, hehehehehehe. Ouviu do irmão: "se você está feliz, eu também estou." E viveram felizes para sempre, uahhahahahahhahahahahuau...Essa atitude corajosa tem me feito pensar se eu devo ou não contar para os meus pais (por mais que eu saiba que minha mãe já descofia neh...rs), haja visto o retorno tranquilo que eles tiveram de seus familiares; eles não se arrependem e me disseram que se sentem mais leves porque contaram a verdade àqueles que eles amam de verdade. Discurso lindo e motivador, mas dae eu me deparo com meu amigo R2. R2 contou pra familía a quase 4 anos e de lá pra cá tem vivido um inferno em casa, principalmente com seu pai que mal olha na sua cara e quando olha é pra jogar indiretas e ser grosso. Ele diz que, se possível for, o melhor é não contar, poupando assim a família de um choque como esse, a experiência dele foi traumática, assim R2 define. Um nó se faz na minha cabeça e eu confesso que em meio a tanta coisa que refleti, uma coisa é certa: quero contar aos meus pais! Tá que não farei mesmo isso agora, deixarei passar o Natal, Reveillon, verão...hehehehe, tenho 12 meses pra fazer isso, 2010 será o ano do
"mamãe sou gay!" rs...Eu estou aqui rindo, mas um frio na espinha toma conta de mim quando começo a imaginar a reação dos meus pais, da minha irmã...que medo, que dúvida, quanta coisa pode acontecer de bom ou de ruim na minha vida! Se pelo menos mamãe tirasse da idéia de que todo gay vai virar mulherzinha, traveco ou transformista (daquelas do programa do Sílvio Santos, heheheh), seria bem mais fácil, rs. Acho que vou começar a procurar relatos com outros amigos que já passaram por essa mesma situação, quero saber dos que foram bem sucedidos e dos que não, os que vivem bem e os que vivem mal com suas famílias e começar a montar um plano do tipo infalível para tomar essa atitude em breve. Vai ser difícil, mas eu vou conseguir! "3 tequilas, por favor!" kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk